Dilu Melo é a filha mais célebre do municípioEm Viana, nasceram Antônio Bernardo da Encarnação e Silva (1799-1848), poeta; Celso Magalhães (1849-1879), poeta, novelista, crítico e magistrado, um dos precursores dos estudos folclóricos no Brasil; Antônio Lopes da Cunha (1889-1950), magistrado, professor, jornalista e poeta, membro da Academia Maranhense de Letras; e Raimundo Lopes da Cunha (1894-1941), naturalista e etnógrafo de renome, autor de vasta obra literária.
Mas a personalidade mais ilustre do município é Maria de Lourdes Argollo Oliver, mais conhecida pelo nome artístico de Dilu Melo, cantora, compositora, instrumentista e folclorista brasileira. Nascida em Viana, em 25 de setembro de 1913, Dilu morreu no Rio de Janeiro, em 24 de abril de 2000. O parque Dilu Melo, no Areal, onde todos os anos (geralmente em setembro) acontece o Festival do Peixe de Viana, a homegeia.
Criada em Porto Alegre (RS), Dilu Melo começou a estudar música e violino aos cinco anos de idade. Aos nove anos, iniciou o aprendizado de violão com sua mãe, Dona Nenê, e de piano com a professora Elizéne D’Ambrósio. Aos 10 anos, compôs sua primeira obra, uma valsinha intitulada “Heloísa”, em homenagem à sua irmã mais nova.
Em 1938, Dilu foi para o Rio de Janeiro, estreando na rádio Cruzeiro do Sul, surgindo então o convite para apresentar-se na Rádio Kosmos, de São Paulo. No mesmo dia da estréia, gravou um disco na Colúmbia, cantando as músicas “Engenho d’água” (dela e de Santos Meira) e “Coco babaçu” (de sua autoria). Depois, a serviço do Ministério da Educação, apresentou nossa música folclórica em vários estados, bem como na Argentina, onde morou 2 anos.
Em 1944 gravou na Continental o segundo disco, também com músicas suas, o coco “Sapo cururu” e o xote “Fiz a cama na varanda” (composição sua e de Ovídio Chaves), este seu maior sucesso, música regravada também em outros países.
Atuou no Cassino Atlântico e foi contratada da Rádio Nacional, do Rio de Janeiro.
Em 1947, “Meu cavalo trotador” (dela e de Ademar Pimenta), gravada pelos Trigêmeos Vocalistas, também fez sucesso no exterior. Em 1949 obtiveram êxito a canção “Rolete de cana” (dela e de Osvaldo Santiago), o xote “Qual o valor da sanfona” (dela e de J. Portela) e o jongo “Conceição da praia” (dele e de Oldemar Magalhães), gravado por Marlene.
Em 1958, gravou de Altamiro Carrilho e Armando Nunes, o xote “Nos velhos tempos”. Por influência de Antenógenes Silva, começou a tocar acordeão, recebendo da imprensa a denominação de “Rainha do Acordeão.
Foi professora de dicção, empostação, danças folclóricas e história da música. Também escreveu peças infantis.
Entre os intérpretes das mais de 100 canções compostas por Dilu Melo estão Ademilde Fonseca, Amália Rodrigues, Carmen Costa, Nara Leão, Fagner, Clara Nunes, Marlene e Dóris Monteiro.
(Da Redação do JP e do portal www.onordeste)