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JP na EstradaNome homenageia a cidade portuguesa Viana do Castelo

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26 de junho de 2011 às 13:16

HISTÓRIA DE VIANA

Na segunda metade do século XVII, os jesuítas fundaram a Missão de Conceição de Maracu, deslocando para aquele local certo número de índios guajajaras procedentes da aldeia do Itaqui. Mas, ao que parece, somente em princípios do século seguinte os padres da Companhia de Jesus se estabeleceram na região, edificando, na extremidade de “um esporão de terra firme que avança entre a lagoa e uma das suas enseadas”, uma igreja sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição.

Aos padres jesuítas vieram juntar-se posteriormente, sob os auspícios da administração pública, alguns colonos portugueses que, acompanhados de grande número de escravos negros, se localizaram na sede da aldeia e em outros pontos, dedicando-se ao comércio e à agricultura.

Em 8 de julho de 1757, foi criada a vila, pelo governador da Capitania, Gonçalo Pereira Lobato e Sousa, que ali compareceu acompanhado de outras autoridades. Foi dada à vila a denominação de Viana, em homenagem à cidade portuguesa de Viana do Castelo (localizada no norte de Portugal; fundada em 1258).

Em nome do governo português, o governador Gonçalo Pereira tomou posse da vila e de todos os bens a ela pertencentes, conforme a relação que lhe foi apresentada pelo padre Manuel das Neves, da Companhia de Jesus, missionário que administrara a antiga aldeia, assistido pelo padre José Rancone, como procurador do seu colégio.

Em 1768, o governador Joaquim de Melo e Póvoas, relatando à coroa portuguesa a viagem que fizera ao interior da Capitania, informava haver estado em Viana, achando excelente a sua situação.

Encontrara uma “boa igreja, suficiente casa de camera e uma forte cadeia”. Visitou a escola, que “estava muito bem provida de rapazes”, dos quais “alguns escrevem bem”. Ainda de acordo com o depoimento do governador, a vila dispunha de boas casas, embora todas cobertas de palha, e de uma boa olaria, tendo ele ordenado que as casas em construção e as que de futuro se levantassem fossem cobertas de telhas, ajudando-se os moradores uns aos outros.

Provida de paróquia desde 1757, quando cessou a jurisdição temporal e secular dos missionários regulares que administravam a Missão, a vila passou a ser assistida espiritualmente por vigários designados pelo bispado.

Em 1820, segundo relatos históricos, contava a localidade “com uma grande praça, cinco ruas e algumas travessas, com 137 fogos e 843 almas”, em cujo número se incluíram aproximadamente 400 índios domesticados.

A lei provincial n° 377, de 30 de junho de 1855, elevou a vila de Viana à categoria de cidade.

Viana tem como principal atividade econômica hoje o setor de serviços, mas o município tem também como atividade importante a agropecuária (com a expansão, para muitos predatória, do plantio de arroz e criação de búfalos nas áreas alagadas).

A criação de bubalinos em Viana é especialmente destacada. Do rebanho de cerca de 80 mil cabeças do Maranhão – o 3º maior do país –, mais de 18.500 cabeças estão em Viana, município com maior rebanho do estado, segundo dados da Agência de Defesa Agropecuária do Maranhão (Aged).
 

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