Transplante de Gianecchini será hoje Fernanda Bassette
O ator Reynaldo Gianecchini, de 39 anos, vai se submeter a um autotransplante de medula óssea hoje no Hospital Sírio-Libanês. Em agosto do ano passado, ele foi diagnosticado com linfoma não Hodgkin de células T, um tipo mais raro de câncer que atinge os linfonodos (sistema de defesa do organismo).
Foto: Fabio Machado/Divulgação
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Gianecchini foi diagnosticado em agosto, depois de se submeter a uma cirurgia de hérnia inguinal
Gianecchini vai fazer um transplante autólogo - ou seja, ele não precisou de doador e vai usar suas próprias células-tronco no procedimento. Suas células foram coletadas anteriormente e as células-tronco foram separadas e mantidas congeladas, para agora serem reinfundidas.
Para se preparar para o transplante, o ator foi internado na semana passada e recebeu várias sessões de quimioterapia. Esse procedimento é necessário para matar todo o sistema imunológico do paciente - eliminando possíveis células cancerígenas que ainda existam - e deixá-lo pronto para receber as novas células.
Como é feito. O transplante dura pouco mais de duas horas: o paciente recebe as células-tronco por meio de um cateter, como se estivesse recebendo uma transfusão de sangue. A expectativa é de que após 15 dias essas células passem a produzir novas células do sangue - é a fase crucial, chamada de "pega" da medula.
Como nesse período o paciente está com o corpo sem imunidade, ele precisa ficar internado em uma ala de isolamento por pelo menos 15 dias - o contato com qualquer vírus ou bactéria pode causar infecções, já que o organismo está mais suscetível.
O procedimento será feito pelos hematologistas Yana Novis, responsável pela oncologia, e Vanderson Rocha, responsável pelo setor de Transplante de Medula Óssea do Sírio-Libanês.
Gianecchini foi diagnosticado com linfoma em agosto, depois de ser internado para se submeter a cirurgia de hérnia inguinal e ter reação alérgica e faringite. Surgiram gânglios na virilha e na região do pescoço, que não desapareceram com medicamentos - o que levantou a suspeita de outro problema mais sério.
Na época, ele confirmou a doença por meio de um comunicado oficial e afirmou estar otimista. "Estou pronto para a luta e conto com o carinho e o amor de todos vocês", afirmou.
O ator chegou a adiar o início da quimioterapia por causa de uma intercorrência: teve um sangramento durante a implantação do cateter venoso - tipo de tubo flexível implantado no paciente para preservar as veias e facilitar a aplicação da químio.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima o surgimento de 9,1 mil novos casos de linfoma não Hodgkin por ano: 4,9 mil em homens e 4,2 mil em mulheres.