Judiciário do MA teve R$ 7,4 milhões 'atípicos' e R$ 10,4 milhões 'em espécie' OSWALDO VIVIANI
No que diz respeito ao estado do Maranhão, o Coaf identificou movimentações financeiras consideradas atípicas de magistrados e servidores do Judiciário de R$ 7,4 milhões, entre 2000 e 2010. O valor é o 13º maior entre as movimentações atípicas de 24 estados mais o Distrito Federal, reveladas num gráfico do relatório do Coaf – publicado no blog do jornalista Itevaldo Júnior . Não há informações no gráfico sobre os estados de Roraima e Espírito Santo.
Sede do Tribunal de Justiça do Maranhão
São Paulo teve o maior volume de operações atípicas (R$ 169,7 milhões) no Judiciário, seguido pelo Rio de Janeiro (R$ 149,3 milhões) e pela Bahia (R$145,4 milhões). O Judiciário do Rio Grande do Sul não registrou nenhuma movimentação financeira considerada atípica, segundo o Coaf (veja a relação completa nesta página).
Em espécie – Quanto às movimentações de dinheiro em espécie, o Poder Judiciário maranhense também apresentou um volume significativo, conforme apuração do Coaf. Foram movimentados R$ 10,4 milhões em espécie, entre 2000 e 2010, o que colocou a Justiça do Maranhão no 8º posto entre os judiciários de 26 estados, mais o DF (veja a relação nesta página).
O Judiciário que mais movimentou dinheiro em espécie entre 2000 e 2010, conforme o Coaf, foi o de São Paulo: R$ 53,8 milhões. Em seguida, vêm Distrito Federal (R$ 46,7 milhões) e Rio de Janeiro (R$ 32 milhões). No fim da relação estão Roraima (R$ 300 mil), Tocantins (R$ 400 mil) e Mato Grosso do Sul (R$ 1,5 milhão).
Critério – Os levantamentos iniciais do COAF se referem a qualquer movimentação acima de um determinado valor. Se alguém vende um imóvel e o dinheiro entra na conta, por exemplo, imediatamente é classificado pelo Coaf como "movimentação atípica", do mesmo modo que o dinheiro de corrupção.
Só depois do primeiro levantamento, é feito um “pente fino” das operações, aí sim buscando explicações para as movimentações financeiras.
OPERAÇÕES FINANCEIRAS ATÍPICAS NO JUDICIÁRIO (200 a 2010)*
São Paulo: R$ 169,7 milhões
Rio de Janeiro: 149,3
Bahia: 145,4
Pernambuco: 32,9
Distrito Federal: 32,2
Paraíba: 28,5
Mato Grosso: 20,1
Pará: 13,2
R. Gde. Norte: 10,4
Minas Gerais: 9,9
Paraná: 9,4
Amazonas: 7,8
Maranhão: 7,4
Ceará: 6,5
Goiás: 6,0
M.Grosso Sul: 4,6
Piauí: 4,1
Tocantins: 3,4
Rondônia: 2,7
Alagoas: 2,4
Amapá: 1,6
Sta. Catarina: 0,8
Acre: 0,2
Sergipe: 0,1
R. Gde. Sul: 0,0
(*) Montantes por estado, mais DF; sem dados de Roraima e Espírito Santo
OPERAÇÕES DE DINHEIRO EM ESPÉCIE NO JUDICIÁRIO (2000 a 2010)*
São Paulo: R$ 53,8 milhões
Distrito Federal: 46,7
Rio de Janeiro: 32,0
Minas Gerais: 21,3
Bahia: 12,2
Paraná: 11,4
Sta. Catarina: 11,2
Maranhão: 10,4
Amazonas: 8,1
Pernambuco: 8,0
Pará: 7,6
Acre: 5,6
Piauí: 5,4
Alagoas: 4,7
R. Gde. Sul: 4,3
Rondônia: 4,2
R. Gde. Norte: 4,1
Paraíba: 3,8
Mato Grosso: 3,8
Ceará: 3,5
Goiás: 3,0
Sergipe: 1,8
Amapá: 1,6
Espírito Santo: 1,5
M.Grosso Sul: 1,5
Tocantins: 0,4
Roraima: 0,3
(*) Montantes por estado, mais DF