Presidente e relator da CPI podem ser levados à Comissão de Ética POR JORGE VIEIRA
O líder da oposição, deputado Marcelo Tavares (PSB), disse ontem que vai orientar a deputada Gardênia Castelo (PSDB) a ingressar com uma representação, na Comissão de Ética da Assembleia Legislativa, contra o presidente e o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito, que investigar o paradeiro de R$ 73,5 milhões da Prefeitura de São Luís, Magno Bacelar (PV) e Roberto Costa (PMDB), respectivamente, por quebra de decoro parlamentar.
Segundo Marcelo Tavares, os dois cometeram crime de responsabilidade ao quebrar o sigilo dos documentos enviados pela Superintendência o Banco do Brasil à CPI e entregá-los ao jornal O Estado do Maranhão. “Por isso, devem ser levados à Comissão de Ética por quebra de decoro”, defende.
Foto: Arquivo
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Marcelo Tavares alerta que Costa e Bacelar quebraram o decoro parlamentar
Tavares explicou que o Banco do Brasil, dentro do que diz a lei, quebrou o sigilo da Prefeitura de São Luís e entregou os documentos aos cuidados da CPI, que teria a obrigação de mantê-los em segredo até a conclusão do relatório. “Ocorre que Magno Bacelar e Roberto Costa, sem reunir a Comissão, entregaram a movimentação financeira dos convênios para o jornal da família Sarney”, condenou o líder oposicionista.
“Os saques começaram depois da decisão judicial para que ele devolvesse o dinheiro – e continuaram mesmo depois das denúncias do desparecimento dos recursos”, afirmou o relator Roberto Costa a O Estado do Maranhão. Para Tavares, ao fazer tal afirmação, Costa confessa que teve acesso aos documentos e entregou ao jornal porta voz do grupo Sarney.
O parlamentar, que é membro da CPI mas só tomou conhecimento da informação através da imprensa do Sarney, adianta que não faz a representação porque a filha do prefeito é quem deve tomar a iniciativa. A parlamentar não foi encontrada pelo JP para falar sobre a sugestão do colega de plenário.
Oficialmente, a CPI está em recesso e só volta a funcionar dia 17 de janeiro. Por isso, a decisão de entregar a movimentação dos convênios, segundo Tavares, partiu dos dois deputados que tiveram acesso e aparecem na matéria falando sobre a movimentação dos recursos, dando, inclusive, o número de cada convênio e os valores sacados. “Cabe representação contra eles por quebra de decoro”, defende.
Para o líder da oposição, tanto Magno Bacelar como Roberto Costa seguem orientação do Palácio dos Leões e vêm se comportando de forma estranha desde o início dos trabalhos, pois se recusaram a endossar a proposta que ampliava a investigação a todas as prefeituras. Na avaliação de Tavares, os dois parlamentares estão orientados e determinados a transformar a CPI num palanque eleitoral contra o prefeito João. Para isso, contariam com o ‘rolo compressor’ das mídias do Sarney.