Adepol e Sinpol querem solução do governo para alocar presos em SL POR SAMANTHA FERNANDES
ESPECIAL PARA O JP
Foi realizada, na manhã de ontem (2), uma reunião entre a Ordem dos Advogados do Brasil seccional do Maranhão (OAB-MA) e Associação dos Delegados de Polícia Civil do Maranhão (Adepol) para discutir sobre a determinação do juiz Douglas de Melo Martins, titular da 2ª Vara de Execuções Penais (VEP) que interdita parcialmente o Centro de Detenção Provisória (CDP) e a Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ); além da interdição total do Centro de Triagem de Presos, todos localizados no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
De acordo com o presidente da Adepol, delegado Marconi Chaves Lima, foi debatido, durante a reunião, a elaboração de uma petição com o apoio da OAB-MA para a 2ª VEP, pleiteando que a decisão de interdição se estenda também para as delegacias da capital maranhense, uma vez que esses locais não têm condições de receber presos de Justiça.
Foto: G. Ferreira

Delegados e policiais civis não aceitam retorno de presos para delegacias
Para o delegado Marconi Lima, o problema da superlotação dos presídios está sendo apenas transferido para a Polícia Civil, uma vez que custodiar presos em delegacias é um ato que vai de encontro à legalidade da Constituição. Marconi Lima deixou claro que não é contra a decisão do juiz. Ele apenas afirmou que o problema deve ser resolvido e não transferido.
O presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Maranhão (Sinpol), Amon Jessen, falou também que a entidade está muito preocupada com a situação das delegacias de São Luís. Ele afirmou que o Sinpol vai entrar com uma medida judicial para contrapor a decisão do juiz Douglas Martins.
Para o presidente do Sinpol, a solução para esse problema é a construção de mais unidades prisionais, tanto na capital como no interior.
“O governo tem de criar mais presídios e dar mais agilidade nas reformas das unidades do interior do estado. Em Santa Inês, a reforma da delegacia regional foi embargada por irregularidades; na cidade de Davinópolis, adaptaram um local inapropriado, atrás da delegacia para alocar os detentos; na delegacia de Bacabal, as obras de reforma foram retomadas agora após uma longa paralisação; a situação pior é percebida em Imperatriz, onde a reinauguração da unidade está prevista para o mês de abril, que não acredito que se realize, sendo que a obra era para ser entregue no primeiro semestre de 2010”, afirmou Amon Jessen.