
O deputado Marcelo Tavares afirma que o governo de Roseana Sarney é ruim, observando que não faz sentido alardear a governadora como uma candidata pretensamente imbatível
Em entrevista à Rádio São Luís, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Tavares (PSB), declarou na manhã desta segunda-feira (15) que as eleições deste ano poderão mudar o futuro do Maranhão. Ele criticou o governo do Estado e disse que Roseana corre sério risco de perder a eleição.�
“Não acho que esse governo é imbatível, até porque é um governo muito ruim. Trata-se de um governo que está aí há um ano, e que até agora não fez nada pela população”, afirmou Tavares.
Durante o programa “São Luís Agora”, apresentado pelo radialista Renato Souza, o presidente da Assembleia avaliou o cenário que está se esboçando para as próximas eleições no Maranhão: “Nós podemos”, afirmou o deputado, “ entrar num caminho de renovação, de reconstrução, num caminho de novas oportunidades para todos, como também corremos o risco de infelizmente continuar no atraso, com políticas públicas que não levam este Estado a lugar nenhum. Mas quem vai decidir isto, no momento certo, é a população”.
Ao ser questionado sobre a realidade do Estado, Marcelo Tavares criticou a atuação do governo de Roseana Sarney especialmente nas áreas da saúde, educação e infra-estrutura. “Não acho que esse governo é imbatível, até porque é um governo muito ruim. Trata-se de um governo que está aí há um ano, e que até agora não fez nada pela população”.
O deputado observou que, na área da saúde, está ocorrendo a construção de hospitais, mas de forma extremamente vagarosa. Ele acha que, dos 64 hospitais anunciados, talvez o governo Roseana consiga inaugurar apenas quatro ou cinco. Além disso, está acontecendo o fechamento total ou parcial de várias unidades de saúde do Estado, aumentando a superlotação dos Socorrões em São Luís.
“Isto é fruto de um governo que só se preocupa em anunciar obras, e ainda diz que se preocupa em cuidar das pessoas”, declarou Marcelo Tavares, frisando que na educação há um avanço, que é realização de concurso para a contratação de professores.
Ele observou, entretanto, que estas vagas agora só existem porque quando a atual governadora não comandava o Estado foi implantada uma política de implantação do ensino médio em todas as regiões maranhenses.
“O que se comenta em todo canto é que estamos diante de um governo que gasta mais com segurança privada, do que com a reforma de escolas. E, além disso, para o programa rodoviário, o Governo do Estado recebeu quase 800 milhões de reais em empréstimos, para a conservação das estradas e grande parte das estradas estaduais estão completamente esburacadas e sem nenhum reparo.
“O mérito é que pelo menos o secretário de Infraestrutura faz licitação. Porque neste governo licitação é exceção. Não é regra. Então, nós precisamos avançar muito e um governo que tem esses problemas não pode ser imbatível”, frisou Marcelo Tavares.
Ele observou que as eleições no Brasil passam por um processo de amadurecimento, “mas muita coisa ainda tem de ser mudada para que tenhamos de fato um ambiente democrático de oportunidades iguais, onde a população possa escolher entre os candidatos aqueles que realmente são os melhores”.
Para o presidente da Assembleia, “a democracia ainda é uma experiência que se vem vivendo num prazo curto em nosso país, daí porque ainda é necessário um amadurecimento do processo democrático que, embora vagarosamente, mas vem acontecendo. No Maranhão nós temos uma mídia – a grande parte dela – voltada exclusivamente para interesses políticos, que não tem compromisso de informar de forma correta e isenta a população e que não reflete a nossa realidade, e sim os interesses políticos e financeiros dos donos destas empresas do ramo da comunicação”.
As lágrimas de Seu Nelson
Seu Nelson chorava todas as manhãs
não porque estivesse velho ou triste
não porque lhe deprimisse estar no mundo
Seu Nelson chorava todas as tardes
não porque sentisse dor ou soubesse de saudades
não porque lhe deprimisse não ter muito aonde ir
Seu Nelson chorava todas as noites
não porque fosse criança ou tivesse medo do escuro
não porque lhe restasse na vida um único e antigo amor
Seu Nelson chorava todas as manhãs
porque tinha certeza de que jamais
haveria outra manhã igual àquela
Seu Nelson chorava todas as tardes
porque cedo ou tarde todas as tardes acabam
Seu Nelson chorava todas as noites
porque sabia que as estrelas
se repetiriam em outras noites,
naquela noite nunca mais
e que sua madrugada só duraria
até a hora de chorar mais uma vez
Cerca de 300 militantes e dirigentes do Partido dos Trabalhadores realizaram neste sábado (13) um ato público em São Luís para manifestar apoio à pré-candidatura do deputado Flávio Dino ao governo do Maranhão numa coligação que reúna, além do próprio PT, o PSB e o PCdoB.
O ato foi coordenado pelo deputado federal Domingos Dutra; pelo vice-presidente do partido, Augusto Lobato; e pelo secretário de Organização, Bira do Pindaré.
Flávio Dino e a vice-presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, compareceram ao evento acompanhados de outros dirigentes locais do partido.
Na fala de abertura, Dutra classificou o ato de uma “reunião em nome da esperança” e foi enfático na defesa de uma coligação do seu partido com o que ele designou de “campo democrático e popular”. Bira do Pindaré criticou os que apresentaram uma proposta de aliança sem citar o nome do candidato.
“Nós apresentamos uma proposta com nome e sobrenome do candidato, que é o companheiro Flávio Dino. E a outra proposta não teve nem nome nem tampouco sobrenome”, criticou fazendo referência ao fato da ala liderada por Washington Luiz ter omitido o nome de Roseana Sarney da tese.
A vice-presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos, reafirmou que a candidatura de Flávio Dino é uma prioridade do partido nas próximas eleições, lamentou o atraso econômico e social a que o Maranhão está submetido e pregou a renovação. “O Maranhão precisa do novo, da mudança, para acompanhar os passos largos que o Brasil está dando com o presidente Lula”.
Flávio Dino falou por quase meia hora defendendo a necessidade de mudanças profundas na política maranhense. Arrancou aplausos entusiasmados dos petistas em vários momentos. Num deles ao sugerir a realização de um debate entre ele e Roseana Sarney durante o Encontro do partido.
Noutro, quando garantiu: “compareço a esta reunião com o sentimento de que não posso dar um passo atrás. Vamos disputar e vencer”.
Intercalados por gritos de guerra defendendo a “unidade popular”, 25 militantes e dirigentes partidários falaram em defesa da candidatura de Flávio Dino e da ministra Dilma Roussef à presidência.
A tônica comum a todos os discursos foi a condenação ao grupo Sarney, acusado de ser o principal responsável pelo atraso no Maranhão.
Sílvio Bembem*
Com esse artigo presto minha homenagem a uma das mais importantes e respeitada liderança da luta camponesa, sindical, ambiental, popular e política do nosso Brasil, fundador do PT, da CUT (Central Única dos Trabalhadores) e presidente de honra do PT/MA.
Manoel Conceição Santos nasceu em 1935, no distrito de Pirapemas, numa comunidade chamada Pedra Grande, no Maranhão, na época era município de Coroatá. Sua origem é de camponeses e agricultores pobres, sua avó descendente de indígenas, seu pai descendente de africano e a mãe descendente de brancos portugueses, uma mistura de raça. Desde cedo, ele e os irmãos aprenderam a manejar o facão e a enxada na lida diária da agricultura familiar, plantando arroz, feijão, milho, mandioca, frutas, verduras.
As letras e a escola ficaram para depois, como era comum no meio rural maranhense, onde o analfabetismo campeia até hoje. Foi aprender a ler já adulto, numa carta de ABC e na Bíblia, mesmo sem freqüentar a escola. Manoel Conceição é casado com a assistente social e advogada Maria Denise Barbosa Leal, e vive na cidade de Imperatriz/MA é pai de quatro filhos: Raquel Pinto; Manoel da Conceição Filho; Mariana Conceição; e Rosinha que faleceu com 20 anos vítima de um acidente de trânsito em Recife-PE, onde residia e tinha formação em História.¦lt;br /> Na cidade de Imperatriz fundou o Centru (Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural), entidade que atua na defesa do meio ambiente e tem como objetivo contribuir na formação política, cultural, ideológica e econômica no campo.
Mané, como é carinhosamente chamado pelos amigos e companheiros (as) de luta, nunca deixou de sonhar com um mundo melhor. Com um mundo com democracia e respeito aos direitos humanos como um valor nobre. Sempre buscou entender o porquê da grande ambição do homem em querer tudo só para si. Sempre sonhou com uma sociedade com justiça, liberdade e vida digna para a classe trabalhadora do campo e das cidades. Sempre buscou saber qual a causa do desrespeito ao meio ambiente, com a destruição dos nossos recursos naturais, buscou entender por que a terra não pode ser de quem produz. Questões que sempre preocupam e até hoje move a militância de Mané.
Defensor da água, da fauna e da flora Mané tem dedicado mais de cinco décadas de sua vida na construção de um mundo aonde o centro seja o respeito à vida de todos os seres vivos do nosso planeta Terra.
Na luta pela terra ele foi ferido na perna por um tiro de espingarda e depois jurou que a partir daquele dia dedicaria sua vida à luta contra o latifúndio. Na região de Pindaré-Mirim, Manoel Conceição fez curso sobre sindicalismo promovido pelo MEB (Movimento de Educação de Base), ligado à Igreja Católica. Em 1963, fundou o primeiro Sindicato de Trabalhadores Rurais do Maranhão (STR) em Pindaré-Mirim.
No ano de 1964 com o golpe, os militares assumem o poder do país. Foi o fim da democracia. Os partidos políticos foram dissolvidos. Mandatos de senadores, deputados, governadores e prefeitos foram cassados; sindicatos fechados e líderes sindicais perseguidos, presos e exilados. Estudantes, jornalistas, artistas e intelectuais foram torturados e muitos mortos. O governo cria a figura dos senadores “biônicos”. Neste período Manoel Conceição foi preso cinco vezes, na cadeia de Pindaré até cair no mundo, passando a resistir na clandestinidade.
Em 1966, o senador José Sarney fora eleito governador pela UDN, Manoel voltou a Pindaré. Sarney prometia criar leis que acabassem com os conflitos no campo. Em informações levantadas, isso não aconteceu. O que se constatou foi que os animais dos grandes fazendeiros continuavam a invadir e destruir roças e os agricultores que continuavam a revidar, matando as reses.
Em entrevista com Manoel Conceição ele conta que “no dia 13 de julho de 1968, durante uma reunião na sub-sede do Sindicato, em Anajá, na região do Pindaré-Mirim, policiais chegaram atirando. Fui ferido a bala na perna direita e novamente preso. Depois de seis dias na cadeia, sem tratamento, parte da minha perna gangrenou e teve que ser amputada. Na época, Sarney me ofereceu vantagens materiais para que ficasse calado, mas recusei e respondi ao Governador uma frase que ficou famosa: Minha perna é minha classe”.
Para reiniciar a caminhada, Manoel contou com apoio dos camponeses e dos companheiros da Ação Popular, que angariaram recursos que garantiu o tratamento da perna e a colocação de uma prótese mecânica, em São Paulo. Em 1969 Manoel fez uma viagem à China e lá conheceu Mao Tsé-tung com quem conversou sobre o Brasil. Na China também fez um curso de política.
Depois que voltou a andar, Manoel retornou a luta em Pindaré, onde os sindicatos estavam fechados, muitas pessoas perseguidas e outras presas pelo Exército. Mesmo assim, ele e os companheiros que resistiram, reorganizaram entidades e criaram várias cooperativas para eliminar os intermediários que ficavam com todo o lucro da produção. A repressão militar aumentou no início da década de 1970 contra os trabalhadores rurais da região de Pindaré, no dia 2 de janeiro de 1972 prenderam novamente Manoel Conceição e o levaram para São Luís, onde passou um mês na cadeia, recebeu visitas de padres e foi na época entrevistado por um jornal.
Durante esse período foram muitas prisões e torturas. No dia 11 de setembro de 1975 Manoel foi solto e ficou sob proteção da Anistia Internacional, que providenciou seu exílio em Genebra, na Suíça, para onde partiu em maio de 1976 na companhia da mulher Denise. Durante três anos e sete meses, que foi refugiado político na Suíça deu uma entrevista à jornalista Maria Galano que resultou em um livro “Essa terra é nossa”, traduzido para o francês, no qual relata sua trajetória na luta pela reforma agrária e na resistência à ditadura no Brasil. No exílio conviveu com vários brasileiros entre eles o educador popular Paulo Freire, de quem se tornou amigo, o bispo D. Fragoso em 1977.
Com anistia em 1979, Manoel e outros exilados políticos retornaram ao país, daí retoma sua participação na reorganização da Ação Popular, ajuda na fundação do PT, em São Paulo, do Centru em Recife (PE) e Imperatriz (MA), onde reside até hoje. Também criou a Central de Cooperativas Agro-Extrativistas do Maranhão. É um defensor na Economia Solidária, da organização e do empoderamento da classe trabalhadora.
No ato de fundação do PT, colégio Sion, em São Paulo, no dia 10 de fevereiro de 1980, Manoel Conceição foi um dos seis primeiros signatários do manifesto de criação do PT, juntamente com o escritor e líder socialista Mário Pedrosa, o historiador Sérgio Buarque de Holanda, a atriz Léila Abramo, o educador Moacir Gadoti (que assinou em nome do Educador Paulo Freire), Apolônio de Carvalho, combatente na Guerra Civil Espanhola e na Resistência Francesa e um dos líderes dos movimentos da resistência popular no Brasil.
De volta ao Maranhão, no final de 1985, Mané tem estado muito vivo nas lutas atuais, com a convicção de quem vai participar ainda em vida da derrocada do modelo oligarca instalado há mais de 40 anos no nosso Estado. Manoel participou do movimento de resistência contra cassação do ex-governador Jackson Lago (PDT) ocorrido em abril do ano de 2009.
Em 2004, Manoel Conceição Santos fora o vencedor na categoria Liderança Individual do prêmio Chico Mendes na sua 16.ª edição. Em 2008, recebeu a medalha Ordem do Mérito do Trabalho Getúlio Vargas recebendo tal comenda, em Brasília das mãos do amigo, militante e médico Jackson Lago. A premiação é uma forma de reconhecimento ao trabalho e à importância do serviço prestado no controle social das políticas públicas de trabalho, emprego e renda em benefício dos brasileiros.
No 4.º Congresso Nacional do PT, realizado no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, no período de 18 a 21 de fevereiro de 2010, acompanhei in loco, o quanto Manoel Conceição é querido e já tem seu nome na História política do país. Na oportunidade, quando acontecia à posse da nova Direção do Partido dos Trabalhadores, o ex-presidente Ricardo Berzoini, quando do seu discurso de despedida, fez um breve resgate da Fundação do PT e depois solicitou que alguns dos principais sujeitos dessa história que se encontrara presente no auditório ficassem de pé e lá estava Manoel Conceição.
Mané, você está na galeria de lutadores por um mundo melhor, como: Zumbi dos Palmares, Luiza Mahin, Mahatima Ganghi, Antônio Conselheiro, Negro Cosme, Martin Luther King, Malcon X, Ernesto Guevara, Chico Mendes, Irmã Dorothy, Padre Josimo, Leonel Brizola, Miguel Arraes, Herbeth de Souza (Betinho), Maria Aragão, Milton Santos, Zilda Arnes, Nelson Mandela, Abdias Nascimento, João Francisco dos Santos, Neiva Moreira, Luiz Inácio Lula da Silva, e tantos outros.
Como reconhecimento pela sua história de coragem, de luta e coerência, o advogado e dirigente do PT/MA Bira do Pindaré apresentou proposta na primeira reunião do novo Diretório Estadual do partido, realizada no dia 27 de fevereiro de 2010, para que Manoel Conceição fosse escolhido como o presidente de honra do PT/MA, o que fora aprovado por unanimidade pelos 51 membros da direção. Manoel Conceição tem sido objeto de filmes, pesquisas acadêmicas, artigos em revistas, jornais e livros.
A professora doutoranda Helciane de Fátima Abreu Araujo (UEMA), em sua dissertação de mestrado, intitulada “Memória, mediação e campesinato. As representações de uma liderança sobre as lutas camponesas da Pré-Amazônia Maranhense”, faz uma análise das representações dessa liderança sobre a sua história de vida. Recentemente foi lançado outro livro cujo título “Manoel da Conceição – Lutador das liberdades da classe trabalhadora” que serviu de referência bibliográfica para o presente artigo.
Manoel Conceição, você nos orgulha e nos motiva a continuar na luta. É como explicita o livro VALE A PENA SONHAR, do seu amigo de luta Apolônio de Carvalho “Em tempos de globalização, como vivemos, em que os produtos e os capitais estão em toda a parte, desconhecendo fronteiras, há os que lutam para que os ideais de justiça e igualdade também se globalizem”. Manoel Conceição é um desses.
Atualmente Manoel Conceição, com 74 anos de idade e com a saúde debilitada, aguarda resultado do processo que move contra União, desde o dia 22 de fevereiro de 2007, em função das várias torturas que fora vítima pelo Estado totalitário e repressor do governo militar.
*Sílvio Bembem é administrador, com especialização em Sociologia das Interpretações do Maranhão (Uema), foi secretário-adjunto de Estado da Igualdade Racial do governo Jackson Lago, é bolsista do Programa Internacional de Pós-Graduação da Fundação Ford e dirigente do PT/MA.
Diversos dirigentes estaduais e municipais do Partido dos Trabalhadores (PT) estarão reunidos em São Luís neste sábado (13). O encontro será no Hotel Quality (antigo Hotel Vila Rica), na Avenida Pedro II, e terá como pauta principal a conjuntura eleitoral deste ano no Maranhão.
O evento é promovido pelo deputado Domingos Dutra (PT-MA), Jormar Fernandes, Augusto Lobato, Bira do Pindaré, Márcio Jardim, Franklin Douglas e Silvio Bembem, entre outras lideranças.
No plenário da Câmara Federal, nesta quinta-feira (11), o deputado Domingos Dutra (PT-MA) convocou as lideranças petistas maranhenses e aliados a comparecerem ao evento.
De acordo com o deputado Dutra, um manifesto será elaborado e encaminhado para todas as lideranças do PT no Brasil, inclusive o Presidente Lula e a ministra Dilma Rousseff. O objetivo é garantir que existam dois palanques no Maranhão, garantido pela Resolução do Congresso do PT, para a candidata à Presidência da República: um para os petistas e outro para os peemedebistas, pois os dois partidos serão aliados no plano federal nas próximas eleições.
“Nós respeitamos e defendemos a aliança do PT com PMDB no plano nacional, mas no plano estadual, no caso do Maranhão, a nossa história, os nossos objetivos, são incompatíveis com a história do PMDB do estado”, argumentou o deputado.
Para o deputado Dutra, o senador José Sarney quer ser o “dono” do PT. “Nós vamos nos reunir para fazer um apelo ao Brasil que não matem o PT do Maranhão e as lideranças fundadoras e históricas do Partido”, conclamou. Os petistas maranhenses irão lutar para evitar que a família Sarney se aposse do PT. Caso contrário, não serão candidatos nas próximas eleições. “Seremos cassados em plena democracia simplesmente por um capricho e uma ganância do senador Sarney”, frisou o deputado Dutra.

A deputada Helena Heluy discursa na tribuna da Assembleia Legislativa propondo reflexão sobre o tema da Campanha da Fraternidade
A constatação de que o atual modelo econômico incentiva o consumismo, a exclusão e traz graves conseqüências também ao meio ambiente, com ameaças à vida no planeta, sintetiza os discursos proferidos na sessão especial sobre a Campanha da Fraternidade, realizada na Assembleia Legislativa, quinta-feira (11).
Durante a audiência requerida pela deputada Helena Barros Heluy (PT), chamaram atenção duas propostas do missionário comboniano padre Cláudio Bombieri.
A primeira é que o Poder Legislativo promova ações que favoreçam e fortaleçam a agricultura familiar e a outra é para que exija, junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Secretaria de Saúde, o monitoramento dos impactos causados pelos poluentes lançados no Maranhão pelos projetos industriais com riscos à saúde humana, especialmente das comunidades próximas a essas áreas.
Ao referir-se ao tema “Economia e Vida” e o lema “Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro” e sua proposta de reflexão sobre o consumismo e o acúmulo de bens materiais, o arcebispo Dom José Belizário citou Jesus, dizendo: “de nada adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder sua vida.
ECUMENISMO E PRÁTICA – A 46ª Campanha da Fraternidade promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) é a terceira de caráter ecumênico, em conjunto com o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC). Padre Flávio Lazarini, secretário da CNBB/NE-5, disse que “somos chamados a ser ecumênicos para compensar o escândalo da divisão da igreja de Jesus Cristo”.
O reverendo da Igreja Anglicana, Fabiano Caldas, salientou que, por ser ecumênica, a Campanha da Fraternidade torna-se ainda mais evidente, mas lembrou que ecumenismo é mais que o bom relacionamento entre as igrejas cristãs.
Explicou que a origem do termo ecumênico significa “casa de todos” e, por conseqüência, quer dizer que as maravilhas existentes no planeta foram criadas por Deus para todos, mas, por seu lado, a economia, que deveria gerenciar de forma justa aquilo que é de todos, transformou-se em algo perverso, trazendo, como conseqüência a exclusão e a lógica do acúmulo de riquezas.
Disse que isso torna ainda mais grave no meio cristão e citou Jesus, quando disse: “guardai-vos de toda ganância”. O lucro e a ambição por riqueza, segundo ele, criaram a exclusão e um quadro de destruição sistêmica.
“A Campanha nos conclama a denunciar, mas não só falar; temos que revitalizar a dimensão samaritana do mundo. Cristo está em cada um dos irmãos excluídos e nos conclama a estender a mão para eles”, orientou Fabiano Caldas.
A pastora Francieli Sandler, da Igreja de Confissão Luterana do Brasil, enveredou pelo tom pastoral e questionou aos presentes: “qual espaço estamos dando para Deus em meio ao poder que o dinheiro dá?”. Para ela, o dinheiro tem sido colocado como um deus na vida de muitos.
Para a deputada Helena, o modelo econômico é perverso e brutal, mas precisa ser enfrentado com mecanismos capazes de transformá-lo. Helena afirmou que o debate sobre a Campanha da Fraternidade é um momento para os parlamentares se posicionarem como agentes políticos e convidou-os a buscar juntos um rumo para o agir parlamentar e à reflexão sobre o consumismo irresponsável.
“Vamos trabalhar a economia solidária, participar do Fórum da Economia Solidária, pressionar o poder público para trazer essa experiência para os municípios e aprovar uma lei da economia solidária”, conclamou.
Ela presenteou os parlamentares com o texto-base da Campanha da Fraternidade. Participaram da sessão solene os deputados o presidente da Casa, Marcelo Tavares (PSB), Chico Gomes (DEM), Gardênia Gonçalves (PSDB), Edvaldo Holanda (PTC), Celso Santos (PTB) e os peemedebistas Ricardo Archer, Arnaldo Melo e Afonso Manoel, além de religiosos de várias denominações e do secretário de Trabalho e Economia Solidária, José Antônio Heluy. (Com informações da Assecom/Gabinete da deputada Helena Heluy)
O jornalista Luis Fernando Baima esteve na tarde desta quarta-feira (10) na sede do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), na Rua de Santa Rita, onde exibiu um documentário de 35 minutos que mostra a cultura maranhense através da história, da arquitetura e das tradições artísticas e culturais da cidade de São Luís.
Trata-se de um DVD espetacular produzido pela empresa de Fernando Baima, a Prole Filmes Ltda. As fotos da capa são do extraordinário Edgar Rocha. (www.prolefilmes.com.br).
Aos membros do IHGM, o jornalista exibiu também uma sinopse de filmes que está produzindo sobre personalidades maranhenses, entre as quais o poeta Nauro Machado, o escritor José Louzeiro e o colunista social Pergentino Holanda.
Fernando Baima apresentou o Projeto Memória, propondo uma parceria com o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, para produzir um amplo registro audiovisual de personalidades, da historia e da cultura maranhenses.
O FILME
O documentário “São Luís do Maranhão”, produzido pela Prole Filmes, retrata uma cidade em uma ilha. Uma ilha bela por natureza e habitada por um povo que se tornou único.
“São Luís do Maranhão” conta a história dessa cidade e da formação desse povo em um cenário secular.
Enfoca personagens de uma herança cultural, unidos por laços comunitários, rituais religiosos e lealdade ancestral.
Com direção, produção e roteiro de Luís Fernando Baima – tendo Damião Andrade como assistente de produção – o documentário exibe imagens raras de arquivos particulares e de instituições históricas.
Narrado por Oscar Ferreira, e com trilhas de Zé Pretinho, o filme – editado por Ângelo Guimarães Rosa e Edson Bandeira Bezerra – mostra cenas impressionantes de manifestações culturais e religiosas e cenários exuberantes de formações naturais e de arquitetura colonial.
A EMPRESA
Sobre sua empresa, Baima explicou que a Prole é composta de jovens profissionais que têm como característica a busca do conhecimento através do desenvolvimento do trabalho.
“Valorizamos em nossos trabalhos características como a diferenciação visual, a originalidade ideológica, o árduo estudo preparatório inerente ao trabalho, conceitos limpos e focalizados, idéias de retorno concreto ao cliente, ao embasamento teórico e prático de nossas ações e obras e ao uso do bom gosto da simplicidade e não simploriedade”.
O deputado federal Domingos Dutra denuncia as artimanhas que o presidente do Senado, José Sarney, vem utilizando para que o PT e o governo do presidente Lula dêem apoio irrestrito ao projeto de reeleição da governadora Roseana.
“O senador José Sarney tem a barriga do fim do mundo. A sua pança quer sempre mais: agora ele quer a honra e a história do PT do Maranhão para reeleger a sua filha, usando meios e métodos obscuros em Brasília e no Maranhão para se apropriar do PT”, afirma Dutra.
Ele acrescenta que, “no Maranhão, Sarney quer ganhar as eleições sem concorrentes, mantendo um passado de mais de quatro décadas, pois ao se apossar do PT no Estado ele deseja desarticular a oposição, e garantir a reeleição de Roseana Sarney para reinar por mais 40 anos, sepultando uma geração e perpetuando o atraso, a miséria e a corrupção”. Leia a seguir a íntegra do artigo assinado pelo deputado Dutra:
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BARRIGA DO FIM DO MUNDO
Domingos Dutra*
O Maranhão é um estado rico. Possui as melhores terras do Brasil. É farto em recursos naturais. Tem o segundo maior litoral do País; três rios nacionais e água doce em todo canto. O maranhense é uma mistura alegre e guerreira do índio, do negro, de portugueses, franceses e holandeses. Apesar das riquezas naturais, da diversidade cultural e da garra de nossa gente que trabalha de inverno a verão, o Maranhão apresenta os piores indicadores sociais do país e o nosso povo amarga a dor, o sofrimento e a humilhação da pobreza.
São muitas causas, porém a principal reside no domínio absoluto das oligarquias sobre a economia, a mídia e as instituições públicas e privadas, que sufoca a alternância de poder e a democracia. Há mais de quarenta anos o Maranhão é dominado por uma família. Se não fossem as políticas e os investimentos do Governo Federal, em especial nestes anos do governo do Presidente Lula, os maranhenses estariam nas mesmas condições do povo haitiano.
O Maranhão é o único estado do Brasil que não houve alternância de poder com a redemocratização do País. No Piauí, Ceará e Pará, as forças democráticas de oposição conquistaram prefeituras de capitais e governos estaduais porque as oligarquias foram derrotadas no inicio da década de 80.
O Maranhão não teve essa oportunidade. O Senador José Sarney, desde sua eleição para Governador em 1965, se agarra com unhas e dentes em quem senta na cadeira da Presidência da República, mantendo a partir da força que acumula em Brasília, o poder absoluto sobre a vida e a morte dos maranhenses.
Dos políticos que serviram a ditadura, o Senador José Sarney é o único que continua mandando na República. O mesmo nunca teve tanto poder quanto agora no governo popular e democrático do Presidente Lula: de Presidente da Arena e do PDS tornou-se cacique no PMDB; com quatro votos do TSE “elegeu” sua filha governadora do Maranhão; preside o Senado Federal após zombar do Presidente da República e derrotar o petista Tião Viana; manda e desmanda no setor elétrico nacional; controla cargos federais em Brasília e a quase totalidade dos cargos públicos no Maranhão e Amapá; e ainda se articula para suceder temporariamente o Presidente LULA no período eleitoral.
Mas o Senador José Sarney tem a barriga do fim do mundo. A sua pança quer sempre mais: agora ele quer a honra e a história do PT do Maranhão para reeleger a sua filha, usando meios e métodos obscuros em Brasília e no Maranhão para se apropriar do PT.
O Presidente Lula acertadamente defende no pleito de 2010 um plebiscito entre o presente exitoso do nosso governo e os oitos anos passados e desastrosos do governo tucano. No Maranhão, o Senador José Sarney quer ganhar as eleições sem concorrentes, mantendo um passado de mais de quatro décadas, pois ao se apossar do PT no Estado ele deseja desarticular a oposição, e garantir a reeleição de Roseana Sarney para reinar por mais 40 anos, sepultando uma geração e perpetuando o atraso, a miséria e a corrupção.
Se o PT do Maranhão se coligar com o PMDB, o Senador Sarney que em 1965 em plena ditadura cortou a perna do líder camponês Manoel da Conceição (terceiro a assinar a lista de fundação do PT) e sufocou a luta pela terra para favorecer o latifúndio, agora em plena democracia, assassinará fundadores e as lideranças mais expressivas política e eleitoralmente, os quais desistirão de candidaturas, com reflexos nefastos sobre os movimentos sociais e segmentos mais empobrecidos.¦lt;br />
Que fome canina é esta do Senador Sarney por tanto poder? Será que a barriga deste homem nunca enche? Que dívida eterna é esta que o Senador Sarney não pára de cobrar do nosso governo? Será que o nosso governo que pagou até a dívida com o FMI e não consegue pagar a dívida com Sarney?
Não é justo que em plena democracia e no governo do PT, em que muitos deram a vida para conquistar, fundadores e militantes do Partido tenham seus direitos eleitorais e políticos cassados para beneficiar um filho da ditadura, que concentra tanto poder e tem causado tantos males ao País.
Lutaremos pela continuidade das políticas exitosas do nosso governo, elegendo a Ministra Dilma Presidenta do Brasil. Reconhecemos que, no plano federal, para vencer as eleições e governar o Brasil torna-se necessário ampliar as alianças com partidos como o PMDB.
No entanto, em muitos estados a realidade impede a reprodução da aliança nacional, por incompatibilidade ética; pelas diferenças de compromissos históricos e por existirem alternativas partidárias com antigos aliados como o PSB, PCdoB, PRB, PDT e PCB, também base do governo LULA, possuidores de força eleitoral e política capaz de oferecer à companheira Dilma uma palanque forte e limpo.
A família Sarney tem o dever de apoiar a candidatura da Ministra Dilma por tudo detêm no Governo Federal. Em vários estados haverá mais de um palanque presidencial. Por que no Maranhão será proibido ter dois palanques?
Este é um apelo público à cidadania brasileira, de um fundador do PT, em nome de milhões de maranhenses para que não deixem o Maranhão e os petistas serem engolidos pela barriga do fim do mundo.
*Domingos Dutra é deputado federal e fundador do PT
Vice presidente do PT diz que o caminho correto é a aliança com PCdoB e PSB
Segundo colocado nas eleições para presidente do PT maranhense e vice-presidente do partido, Augusto Lobato rechaça energicamente a uma nota plantada no jornal da família Sarney que deixava dúvidas sobre o posicionamento dele na sucessão estadual. “Os únicos sarneysistas com quem eu converso são com aqueles que, infelizmente, existem no PT”, ironizou em relação à nota, e completou: “preferiria perder, como já perdi várias vezes, a ter que me aliar a oligarquia Sarney”.
Para Lobato o caminho do PT é a aliança com o PCdoB e o PSB, tendo o deputado Flávio Dino como candidato ao governo do estado. Ele deixou claro que defenderá esta aliança no Congresso do PT marcado para os dias 26 e 27 de março e que acredita na viabilidade eleitoral da aliança de esquerda. “O companheiro Flávio Dino pode contar com meu apoio, para disputar e vencer as eleições para o governo do Maranhão”, declarou.
Para Lobato é necessário construir uma alternativa eleitoral que reforce o campo de apoio à candidatura da ministra Dilma Roussef à presidência da República, mas vença o poder oligárquico no Maranhão, cujos representantes também estão na base de apoio do presidente Lula.
Lobato lembrou ainda que a pré-candidatura de Flávio Dino tem fortes apoiadores no PT nacional, ao contário do que apregoam os sarneysistas. “Lideranças importantes do PT sabem que o melhor palanque para a companheira Dilma no Maranhão é o que estamos construindo e conhecem muito bem o potencial da candidatura Flávio Dino, tendo companheiros nossos, do PT, na chapa majoritária”, garantiu.
Uma resolução aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na sessão administrativa desta terça-feira (2) trata da escolha e do registro de candidatos que vão concorrer às Eleições 2010.
A certidão criminal é um dos documentos exigidos no pedido de registro da candidatura. Uma das novidades da resolução é que, quando essa certidão for positiva, terão de ser apresentadas certidões de objeto e pé, com informações detalhadas sobre o andamento de cada processo criminal existente contra o candidato.
As certidões serão digitalizadas pela Justiça Eleitoral para que o eleitor possa consultar a situação de criminal de cada candidato por meio do Sistema de Divulgação de Candidaturas, na página do TSE na internet.
Se o partido não apresentar a documentação sobre o andamento específico de cada processo de seu candidato, na hipótese de certidão criminal positiva, a Justiça Eleitoral dará prazo de 72 horas para que ele supra essa omissão. Caso não o faça, o candidato poderá ter o registro de candidatura negado por ausência de documentos exigidos no momento do pedido de registro.
Os ministros chegaram a discutir a possibilidade de a exigência de apresentação de certidões criminais ser estendida a processos de improbidade administrativa, mas entenderam que isso não seria possível, uma vez que a Lei de Improbidade Administrativa (Lei 8.429/92) é anterior à Lei das Eleições (nº 9.504/97). A Lei de Improbidade Administrativa é de 2 de junho de 1992.
Além das certidões criminais fornecidas pelas Justiças Federal e Estadual ou do DF, na via impressa do requerimento de registro deverão constar a declaração de bens do candidato, comprovante de escolaridade, prova de desincompatibilização (de cargo ou função pública), quando for o caso, e fotografia recente do candidato.
Do requerimento deverão fazer parte ainda as propostas dos candidatos a presidente da República e a governador de estado ou do Distrito Federal, que deverão ser entregues na forma impressa e digitalizada. Essa documentação ficará disponível no Sistema de Divulgação de Candidaturas na página do TSE na internet, facilitando a consulta do eleitor aos projetos de governo desses candidatos.
A declaração de bens apresentada no ato de pedido de registro terá que ser semelhante à remetida à Receita Federal. Segundo os ministros, seria uma maneira de a Justiça Eleitoral poder comparar ambas as declarações, para verificar eventuais inconsistências.
Convenções e impugnações de registro – A resolução de registro de candidatos assegura também aos partidos políticos autonomia para adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações eleitorais, sem a obrigatoriedade de vínculo entre candidaturas de nível nacional, estadual e distrital.
As convenções que vão escolher os candidatos e definir coligações devem ocorrer de 10 a 30 de junho. Os partidos e coligações devem solicitar à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos até as 19h do dia 5 de julho de 2010. O texto estabelece que cada partido ou coligação preencherá um mínimo e um máximo (30% e 70%, respectivamente) com candidaturas de cada sexo.
Qualquer candidato, partido, coligação ou o Ministério Público poderá no prazo de cinco dias impugnar, em petição fundamentada, pedido de registro de candidato, a partir da publicação do edital relacionado ao pedido.
Ainda segundo a resolução, qualquer cidadão na posse de seus direitos políticos poderá, também no prazo de cinco dias a partir da publicação do pedido de registro, informar ao juiz eleitoral sobre inelegibilidade de candidato, mediante petição fundamentada.
Quitação eleitoral e substituição de candidato – A resolução dispõe que, para efeito de expedição de certidão de quitação eleitoral, será considerado em dia com a Justiça Eleitoral o candidato que, condenado a pagar multa, tenha comprovado seu pagamento ou parcelamento, até a data do seu pedido de registro.
Com base na legislação eleitoral, a resolução faculta ao partido político ou à coligação substituir candidato que tiver seu registro negado, inclusive em razão de inelegibilidade, cancelado ou cassado, ou ainda que renunciar ou falecer após o fim do prazo de registro.
Além disso, o partido poderá solicitar, até a data da eleição, o cancelamento do registro do candidato que dele for expulso, em processo no qual seja assegurada a ampla defesa.
Segundo o texto aprovado, a declaração de inelegibilidade de candidato a presidente da República, governador de estado ou do Distrito Federal não atingirá o candidato a vice-presidente ou a vice-governador, respectivamente, assim como a inelegibilidade destes últimos não afetará os candidatos a presidente da República ou aos governos estaduais ou do DF. (Com informações do site do TSE)
Manoel Santos Neto, maranhense de São Luís, formado em Comunicação Social pela Universidade Federal do Maranhão, já trabalhou como repórter e redator em diversos periódicos. Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, trabalha como repórter do Jornal Pequeno.
